Reino Unido revela ferramenta para bloquear conteúdo extremista

O governo britânico será capaz de detectar e remover conteúdo extremista das redes sociais por meio de uma nova ferramenta, sugerem relatórios.

Ferramenta de bloqueio de conteúdo, mídia social, conteúdo extremista, Home Secretary do Reino Unido Amber Rudd, Facebook, Twitter, Estado Islâmico, Google, YouTube, propaganda, inteligência artificialA secretária do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, disse à BBC que não descartaria forçar as empresas de tecnologia a usá-lo por lei. (Foto do arquivo)

O governo britânico revelou uma ferramenta que pode detectar com precisão o conteúdo extremista e bloquear sua visualização, informou a mídia na terça-feira. A secretária do Interior, Amber Rudd, disse à BBC que não descartaria forçar as empresas de tecnologia a usá-lo por lei.

Rudd visitou os Estados Unidos para se encontrar com empresas de tecnologia para discutir a ideia, bem como outros esforços para combater o extremismo. A ferramenta foi feita como uma forma de demonstrar que a demanda do governo por uma repressão às atividades extremistas não era irracional, disse Rudd.

É um exemplo muito convincente do fato de que você pode ter as informações de que precisa para garantir que este material não vá online em primeiro lugar, disse ela à BBC. Milhares de horas de conteúdo postado pelo grupo terrorista do Estado Islâmico (EI) passaram pela ferramenta, a fim de 'treiná-la' para detectar automaticamente material extremista.



O governo forneceu 600.000 libras ($ 832.000) de fundos públicos para a criação da ferramenta por uma empresa de inteligência artificial com sede em Londres. De acordo com a ASI Data Science, o software é capaz de detectar 94 por cento da atividade online do IS, com uma precisão de 99,995 por cento.

O Fórum Global da Internet para Contra o Terrorismo, lançado no ano passado, reúne vários governos, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, e grandes empresas de Internet como Facebook, Google, Twitter e outros. No entanto, o maior desafio é prever quais partes da Internet os terroristas usarão em seguida.

O Home Office estima que entre julho e o final de 2017, material extremista apareceu em quase 150 serviços da web que não tinham sido usados ​​para tal propaganda antes.